terça-feira, 27 de janeiro de 2009
tu.
O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca mais, não me telefona, não me advinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo. E o pior: Não me lambe mais.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Falta da falta.
Outra vez teus olhos me denunciaram
Sem direções para os meus ventos
Tudo o que vias eram os meus defeitos
E é tão claro que o que foi já não é mais vantagem
E que não existe amor sem medo
O que ficou pode ser bagagem
Para uma história que preferes deixar em segredo
Não fazer o suficiente ou por fazer demais
Faço-te calar
Sinto um ódio sobrando em ti
Não consegues mais me sentir
Não consigo esquecer não consigo fujir
Eu quero voltar a ter fazer sorrir
Sem direções para os meus ventos
Tudo o que vias eram os meus defeitos
E é tão claro que o que foi já não é mais vantagem
E que não existe amor sem medo
O que ficou pode ser bagagem
Para uma história que preferes deixar em segredo
Não fazer o suficiente ou por fazer demais
Faço-te calar
Sinto um ódio sobrando em ti
Não consegues mais me sentir
Não consigo esquecer não consigo fujir
Eu quero voltar a ter fazer sorrir
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Todo mundo só fala em Obama, mas hoje eu penso em Bush. Bush nos fez um grande bem, porque a história marcha por linhas tortas e Bush tortamente mudou a consciência americana.
Bush fez a síntese, a maquete de todos os vícios da velha direita. Bush errou tanto que virou um progresso. Mas em verdade vos digo que antes de Bush a América jamais teria escolhido um homem como Obama.
A direita americana era difusa, disfarçada de patriotismo, defensora de valores fundamentais. Com Bush tudo ficou visível a olho nu, desmascarando os fascistinhas republicanos.
Foi preciso Bush invadir o Iraque para aparecem os interesses do petróleo atrás da guerra. Foi preciso Bush combater a política ecológica para entenderem a importância da natureza. Foi preciso a estupidez de oito anos para valorizarem a inteligência e a razão.
Com a sua defesa de dogmas velhos, Bush botou multidões de jovens na rua votando. Buh teve um papel parecido com o de Collor no Brasil. Collor praticou as piores tramóias e nos fez desejar a mudança com Fernando Henrique e Lula.
Nada como um bom reacionário para estimular o progresso, portanto, obrigado Bush por eleger Obama. O preço foi altíssimo, mas a vida é assim e a história também. Mudança custa caro.
Definitivamente concordo com Arnaldo!
E seguindo essa operação lógica discursiva e mental, digo certamente que Joinville vai pagar muito caro durante 4 anos.

terça-feira, 4 de novembro de 2008
Que mundo é esse?
- Esse guri tem um rosto tão bonito, né? Cada detalhe é perfeitinho, impressionante!
- Está olhando pra ti, viu? Alguma coisa pode rolar, não?
- Ai, credo! Se ele fosse branco...
Meu Deus, gente, que mundo é esse onde (não) vivemos?
Pessoas assim deveriam morar em jaulas e jamais comparadas com animais.
Abominar-te-ei, como fizeste.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Tola
Não aguento mais.
Há momentos difíceis pela vida
Que a gente pensa em desistir
Jogar tudo pro alto
E pegar mundo afora
E sumir
Não há muito o que recordar
Se a sua família sempre lhe rejeitou
Condenando seus atos e velhacos amigos
Nunca lhe reparou
Será o estresse que desce nas veias dos corações
Ou é uma prece que tece a teia de novas paixões
Das bandeiras perdidas
Rasgadas nos mastros das religiões
Que são guardiões da culpa, da dor!
Eu sei que o que você precisa
Nesse momento é de muito dinheiro
Pra pagar suas contas e dívidas
Com a vida e com Deus
Mas não são os meus pecados
Que irão lhe absolver
É muito mais a idéia
De enfrentar o problema e de resolver
Não vou cometer um erro banal
Pra te convencer, eu quero é poder!
Poder infinito de te conhecer
Você é a única coisa que eu quero
Nesse mundo vão
Me dê sua mão, a voz, já vou!
Há momentos difíceis pela vida
Que a gente pensa em desistir
Jogar tudo pro alto
E pegar mundo afora
E sumir
Não há muito o que recordar
Se a sua família sempre lhe rejeitou
Condenando seus atos e velhacos amigos
Nunca lhe reparou
Será o estresse que desce nas veias dos corações
Ou é uma prece que tece a teia de novas paixões
Das bandeiras perdidas
Rasgadas nos mastros das religiões
Que são guardiões da culpa, da dor!
Eu sei que o que você precisa
Nesse momento é de muito dinheiro
Pra pagar suas contas e dívidas
Com a vida e com Deus
Mas não são os meus pecados
Que irão lhe absolver
É muito mais a idéia
De enfrentar o problema e de resolver
Não vou cometer um erro banal
Pra te convencer, eu quero é poder!
Poder infinito de te conhecer
Você é a única coisa que eu quero
Nesse mundo vão
Me dê sua mão, a voz, já vou!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Alcooltecimentos Alcooltecem.

Esta, imagino, muita gente vai achar que é invenção. Eu mesmo, quando li a notícia, precisei me certificar de que não se tratava de mais uma daquelas pegadinhas que volta e meia surgem com o intuito de confundir jornalistas da seção de informática. De fato parece difícil compreender a motivação que levou os programadores do Google a desenvolverem uma ferramenta de aplicação e eficiência tão questionáveis, um recurso que visa proteger seus usuários…de si mesmos!
Sexta-feira, 4:20 da manhã. Você acaba de chegar em casa da balada e, antes de deitar, resolve dar uma conferida nas notícias do dia que está prestes a começar. De repente bate uma inexplicável vontade de se expressar, de dividir com o mundo os sentimentos sufocados pela razão, aquelas verdades que não costumam ter qualquer chance de serem ditas quando você está sóbrio.
Tá bom, você bebeu um pouco, e daí? Nem por isso o que tem a dizer deve ser desconsiderado, pelo contrário, escrever para alguém, dadas as condições, só endossa a urgência de tais palavras. Afinal existe momento mais apropriado para enviar um e-mail para a ex-namorada? Não, por isso é hora de aproveitar o ensejo e mandar bala.
Em linhas gerais você declara que nunca a esqueceu. Que vive perambulando pela noite, passando o rodo, que inclusive já até pegou uma amiga dela, no entanto, nada diminui a saudade que sente. Admite que quando namoravam não soube dá-la o devido valor, que nunca conseguiu ser fiel, mas que agora, pelo menos, percebe a besteira que fez. Para não perder a viagem e fechar com chave de ouro, chama o atual namorado dela de “babaca” e ainda diz ter certeza de que ele também não a merece, porque sempre o vê pelos bares muito bem acompanhado. Pronto. Posto isto vai dormir leve como uma pluma.
Por volta de uma da tarde acorda com a boca seca, dor de cabeça e uma vaga lembrança de ter passado pelo computador no caminho para a cama. Abre o programa de e-mail, checa a pasta de itens enviados e já se arrepia só de ler o nome do último destinatário. Tarde demais. Caso a situação lhe pareça de algum modo familiar, se já mandou ou recebeu um e-mail destes, foi para ajudar pessoas como você que se criou o “mail goggles”.
A principal função deste aplicativo é fazer com que seus usuários pensem um pouco antes de enviarem mensagens durante o período da madrugada. Quando habilitado, o botão “send” da caixa de saída fica indisponível até que se resolvam -em curto prazo de tempo- cinco problemas matemáticos simples (o grau de complexidade das operações pode ser alterado).
A aposta dos engenheiros do Google é que, ao dificultar o envio de e-mails, evitem o arrependimento comum entre aqueles que se encontram bêbados demais para discernir sobre o teor do que escreveram. Caso o remetente não consiga multiplicar cinco por sete é bem provável que pela manhã agradeça ao Google. Perguntado sobre a inspiração que resultou na esdrúxula engenhoca o responsável alegou estar apenas atendendo ao pedido de alguns conhecidos e garantindo que ele próprio pare de mandar e-mail embaraçosos.
O invento é uma espécie de lei-seca virtual, um mecanismo de auto-censura que impede desastres emocionais. Seu nome remete a uma gíria em inglês que descreve aquele curioso efeito responsável por tornar as pessoas mais bonitas depois que tomamos alguns copos. Se funciona ou não, é testar pra crer. Só espero, pelo bem da humanidade, que não inventem algo semelhante para ser usado nos bares.
Bruno Medina disse e eu digo que alcooltecimentos alcooltecem. Eu BEBO MESMO.
Vou virar definitivamente uma perereca.
.
Sexta-feira, 4:20 da manhã. Você acaba de chegar em casa da balada e, antes de deitar, resolve dar uma conferida nas notícias do dia que está prestes a começar. De repente bate uma inexplicável vontade de se expressar, de dividir com o mundo os sentimentos sufocados pela razão, aquelas verdades que não costumam ter qualquer chance de serem ditas quando você está sóbrio.
Tá bom, você bebeu um pouco, e daí? Nem por isso o que tem a dizer deve ser desconsiderado, pelo contrário, escrever para alguém, dadas as condições, só endossa a urgência de tais palavras. Afinal existe momento mais apropriado para enviar um e-mail para a ex-namorada? Não, por isso é hora de aproveitar o ensejo e mandar bala.
Em linhas gerais você declara que nunca a esqueceu. Que vive perambulando pela noite, passando o rodo, que inclusive já até pegou uma amiga dela, no entanto, nada diminui a saudade que sente. Admite que quando namoravam não soube dá-la o devido valor, que nunca conseguiu ser fiel, mas que agora, pelo menos, percebe a besteira que fez. Para não perder a viagem e fechar com chave de ouro, chama o atual namorado dela de “babaca” e ainda diz ter certeza de que ele também não a merece, porque sempre o vê pelos bares muito bem acompanhado. Pronto. Posto isto vai dormir leve como uma pluma.
Por volta de uma da tarde acorda com a boca seca, dor de cabeça e uma vaga lembrança de ter passado pelo computador no caminho para a cama. Abre o programa de e-mail, checa a pasta de itens enviados e já se arrepia só de ler o nome do último destinatário. Tarde demais. Caso a situação lhe pareça de algum modo familiar, se já mandou ou recebeu um e-mail destes, foi para ajudar pessoas como você que se criou o “mail goggles”.
A principal função deste aplicativo é fazer com que seus usuários pensem um pouco antes de enviarem mensagens durante o período da madrugada. Quando habilitado, o botão “send” da caixa de saída fica indisponível até que se resolvam -em curto prazo de tempo- cinco problemas matemáticos simples (o grau de complexidade das operações pode ser alterado).
A aposta dos engenheiros do Google é que, ao dificultar o envio de e-mails, evitem o arrependimento comum entre aqueles que se encontram bêbados demais para discernir sobre o teor do que escreveram. Caso o remetente não consiga multiplicar cinco por sete é bem provável que pela manhã agradeça ao Google. Perguntado sobre a inspiração que resultou na esdrúxula engenhoca o responsável alegou estar apenas atendendo ao pedido de alguns conhecidos e garantindo que ele próprio pare de mandar e-mail embaraçosos.
O invento é uma espécie de lei-seca virtual, um mecanismo de auto-censura que impede desastres emocionais. Seu nome remete a uma gíria em inglês que descreve aquele curioso efeito responsável por tornar as pessoas mais bonitas depois que tomamos alguns copos. Se funciona ou não, é testar pra crer. Só espero, pelo bem da humanidade, que não inventem algo semelhante para ser usado nos bares.
Bruno Medina disse e eu digo que alcooltecimentos alcooltecem. Eu BEBO MESMO.
Vou virar definitivamente uma perereca.
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